O universo das fintechs brasileiras está em constante transformação, impulsionado pelo poder dos dados e pela busca por soluções financeiras cada vez mais eficientes. A partir de uma base sólida de estatísticas e tecnologias emergentes, empresas de todos os portes conseguem oferecer serviços personalizados, ágeis e seguros.
Este artigo aprofunda como a análise de dados se tornou um componente essencial para a tomada de decisões financeiras embasada em dados, garantindo resultados mais assertivos e abrindo caminho para um futuro de inovação contínua.
No Brasil, o setor fintech congrega atualmente 1.481 startups, responsáveis por mais de 250 milhões de contas digitais e pela geração de cerca de 100 mil empregos diretos. Estas empresas representam o que há de mais moderno em serviços financeiros, desde bancos digitais até plataformas de crédito e investimentos.
O Brasil concentra 58,7% de todas as fintechs da América Latina, consolidando-se como um ecossistema fintech robusto e em expansão. Neste ambiente, a diversidade de soluções abrange áreas como crédito, pagamentos, seguros, investimentos e gestão financeira.
Entre janeiro e abril de 2025, registraram-se 476 operações de fusões e aquisições, o segundo melhor início de ano histórico. Além disso, no primeiro semestre, foram captados US$ 735 milhões em 75 rodadas de investimento, demonstrando confiança no potencial de crescimento do setor.
Na era da informação, os dados são a matéria-prima para a inovação. As fintechs vêm adotando soluções de Business Intelligence (BI), análise preditiva e machine learning para entender padrões de uso, prever demandas e ofertar produtos sob medida.
Com a implementação do Open Finance até 2024, as instituições financeiras passaram a compartilhar dados bancários mediante consentimento, possibilitando ofertas mais relevantes e uma visão completa do perfil financeiro do cliente.
Adotar uma abordagem baseada em dados requer disciplina, ferramentas adequadas e cultura orientada a resultados. A seguir, algumas práticas recomendadas:
Esses passos ajudam a manter um ciclo contínuo de aprendizado e aprimoramento, minimizando erros de julgamento e otimizando recursos.
O crescimento acelerado das fintechs de crédito elevou o volume de empréstimos para R$ 35,5 bilhões em 2024, um salto de 68% em relação ao ano anterior. Com uma base de mais de 67,5 milhões de clientes pessoa física e 55 mil empresas, o controle de inadimplência tornou-se prioridade.
Em geral, as fintechs apresentam uma taxa de inadimplência de 9,5% para pessoas físicas, acima dos 3,5% do Sistema Financeiro Nacional, segundo o Banco Central. No entanto, contam com modelos avançados de scoring e monitoramento contínuo para mitigar esse risco.
Embora o mercado brasileiro mostre sinais de maturidade, as projeções globais são animadoras: o setor fintech deve atingir US$ 1,1 trilhão até 2032, com CAGR de 16,2%. Nesse contexto, destacam-se oportunidades em áreas como embedded finance, stablecoins e tokenização de ativos.
Fintechs como PicPay, CloudWalk e Agibank são consideradas candidatas a abrir capital assim que o mercado de ações apresentar condições favoráveis.
Para que a análise de dados gere valor real, é fundamental cultivar uma cultura organizacional voltada para a experimentação e o aprendizado contínuo. Isso envolve:
Com isso, as fintechs constroem uma vantagem competitiva sustentável, baseada em insights sólidos e em inovação financeira com segurança e transparência.
Em um ecossistema cada vez mais conectado e complexo, a análise de dados se tornou o alicerce para a tomada de decisões financeiras mais inteligentes e eficazes. Desde a personalização de produtos até a gestão de riscos, o uso estratégico de informações permite criar soluções inovadoras e resilientes.
O desafio para as fintechs e demais instituições financeiras é equilibrar o ritmo acelerado de inovação com práticas sólidas de governança e segurança. Só assim será possível aproveitar todo o potencial de crescimento e contribuir para uma economia mais inclusiva e dinâmica.
Ao adotar as práticas aqui apresentadas, líderes e profissionais do mercado estarão melhor preparados para navegar pelas incertezas e transformar dados em decisões que geram valor real para clientes e stakeholders.
Referências