Vivemos em um momento histórico no qual a convergência entre blockchain e fintechs não apenas redefine o conceito de dinheiro, mas também abre portas para novas formas de inclusão financeira e inovação sustentável. À medida que instituições financeiras tradicionais repensam seus modelos, startups e investidores encontram terreno fértil para criar soluções ágeis, seguras e escaláveis.
O Brasil consolidou um dos marcos legais mais avançados para criptoativos, com a Lei nº 14.478/2022 estabelecendo as bases para segurança jurídica para investidores e estimulando práticas mais transparentes no segmento. Em 2023, o Decreto nº 11.563 conferiu ao Banco Central atribuições de regulação e supervisão, enquanto a CVM manteve seu papel sobre ativos que se enquadram em valores mobiliários.
Esse arcabouço segue se fortalecendo com resoluções que entram em vigor em fevereiro de 2026, elevando o patamar de compliance e governança.
Essas medidas visam garantir um ambiente mais robusto para todos os participantes, do investidor pessoa física à grande instituição financeira.
Desde 2016, o ecossistema de fintechs no Brasil passou por um ciclo de crescimento acelerado, levando o Banco Central a criar o ambiente regulatório específico, consolidado pela Resolução 4.656/2018. Essas empresas atuam com processos automatizados e estrutura leve, reduzindo custos e ampliando o acesso a serviços financeiros.
Para operar legalmente, é necessário atender ao capital mínimo de R$1 milhão e escolher entre duas modalidades principais:
As regras ainda permitem que fundos de investimento, nacionais ou estrangeiros, participem da gestão dessas fintechs, ampliando oportunidades de captação e diversificação de risco.
Na conferência Blockchain Rio 2025, o Brasil se consolidou como principal hub de criptomoedas na América Latina, reunindo bancos, gestores de ativos e startups para debater regulação, inovação e segurança.
O lançamento em 2022 do IT Now Bloomberg Galaxy Bitcoin ETF (BITI11), fruto da parceria entre Galaxy e Itaú Asset Management, ilustra esse movimento. Com crescimento de mais de 8000% em AUM até 2024 e valorização de 20% no ano de 2025, o ETF demonstra demanda institucional crescente e maturidade do mercado brasileiro.
Para 83% das empresas, blockchain já é infraestrutura essencial para empresas. Ao prover registro distribuído, a tecnologia garante rastreabilidade, imutabilidade e segurança em transações de alta complexidade.
A Zuvia, regulamentada pela CVM e integrada à B3, destaca-se como plataforma de investimento tokenizado. Em 2025, lançou o primeiro token brasileiro negociado no mercado secundário, abrindo caminho para escolher ativos reais fracionados com maior liquidez e transparência.
Projetos como esse promovem acesso ampliado a serviços financeiros, permitindo que investidores de todos os portes participem de oportunidades antes restritas a grandes players.
Em julho de 2025, a Tether anunciou investimento na Parfin, fintech especializada em infraestrutura de ativos digitais para instituições financeiras. O objetivo é acelerar a adoção institucional do USDT, consolidando a stablecoin como ferramenta de liquidação ágil e confiável na região.
Essa parceria ilustra como as empresas tradicionais de serviços financeiros estão abraçando soluções digitais para otimizar fluxos de caixa, reduzir custos de conversão e proteger-se contra volatilidade.
Para empreendedores e investidores que desejam ingressar nesse cenário dinâmico, algumas recomendações práticas se mostram fundamentais:
Essas ações não apenas reduzem riscos, mas também posicionam sua iniciativa para crescer de forma sustentável e atrair investidores qualificados.
A convergência entre blockchain e fintechs tem o poder de transformar completamente o sistema financeiro, tornando-o mais inclusivo, transparente e eficiente. À medida que o Brasil avança em seu marco legal e consolida-se como polo de inovação, surgem oportunidades inéditas para profissionais, empreendedores e investidores participarem de uma revolução silenciosa, mas profunda.
Esteja pronto para se adaptar, colaborar e construir o futuro do dinheiro, onde cada transação reflete confiança, agilidade e tecnologia de ponta.
Referências