O setor financeiro vive uma transformação acelerada graças às fintechs, que quebram paradigmas tradicionais e oferecem acesso democratizado a serviços financeiros. Empresas de todos os tamanhos enfrentam o desafio de acompanhar essas mudanças para não ficar para trás.
Este artigo apresenta as principais tendências para 2025, exemplos práticos e orientações para quem deseja maximizar o potencial de crescimento e gerar impacto positivo na sociedade.
Os pagamentos instantâneos já não são futuro: o Pix, no Brasil, e iniciativas semelhantes na Colômbia e México mostram o poder de pagamentos instantâneos em escala global. Em 2025, espera-se que as transações eletrônicas cresçam 82%, alcançando 1,8 trilhões de operações.
Além da imediaticidade, as fintechs usam blockchain para garantir redução significativa de custos operacionais e segurança. O Pix Automático, por exemplo, integra credores e devedores sem esforço manual, favorecendo empresas de todos os tamanhos.
Com o open banking, o cliente passa a ter controle sobre seus dados, possibilitando serviços financeiros moldados às suas necessidades. Este modelo promove tomada de decisão orientada por dados e estimula a concorrência.
No Reino Unido, usuários já gerenciam múltiplas contas em um único aplicativo. A América Latina deve seguir o mesmo caminho até 2025, levando a um ecossistema financeiro mais inclusivo.
Os criptoativos estão migrando de instrumentos especulativos para ferramentas de inclusão financeira. As fintechs os utilizam para simplificar remessas internacionais e oferecer suporte tecnológico de última geração.
Atualmente, 120 fintechs latino-americanas exploram blockchain – projeta-se multiplicar este número por seis até 2025, fomentando novos modelos de negócio e reduzindo intermediários.
O acesso ao crédito expande-se além dos bancos tradicionais. Modelos P2P e crowdfunding estão abrindo portas para empreendedores sem histórico bancário.
Na Argentina, a Afluenta oferece crédito a perfis de risco elevado; na Colômbia, a Sempli usa histórico de consumo para aprovar financiamentos quase em tempo real.
Super apps como o Nubank reúnem contas, seguros e investimentos em uma única interface. O modelo Banking-as-a-Service (BaaS) movimenta USD 2,3 bilhões na América Latina em 2025, permitindo que empresas de diversos setores ofereçam serviços financeiros.
As finanças embebidas projetam movimentar mais de USD 50 bilhões até 2030, migrando a oferta de bancos tradicionais para plataformas de terceiros, como marketplaces.
Para quem busca aproveitar este cenário, algumas ações práticas podem acelerar o sucesso:
Esses passos ajudam a construir um negócio mais resiliente e pronto para as próximas ondas de inovação.
O ambiente regulatório brasileiro tornou-se referência, reduzindo barreiras e estimulando a transparência. A harmonização de normas em toda a América Latina criará um mercado homogêneo e competitivo.
Investir em tecnologias como IA, big data e APIs abertas será essencial para criar soluções adaptáveis ao longo do tempo. Dessa forma, fintechs e empresas tradicionais encontrarão terreno fértil para parcerias e crescimento mútuo.
Em resumo, o ecossistema fintech oferece oportunidades sem precedentes para transformar a experiência financeira de milhões de pessoas. Com visão estratégica, apoio regulatório adequado e foco no cliente, qualquer empresa pode se tornar parte dessa revolução.
Referências