Em um mundo cada vez mais conectado, o Open Finance completo e integrado surge como uma revolução que transcende as barreiras tradicionais dos serviços bancários. Essa transformação não apenas oferece um leque de possibilidades para consumidores e empresas, mas também redefine a maneira como pensamos sobre dados, privacidade e inovação.
Ao longo dos últimos quatro anos, o Brasil tem se destacado como protagonista global nesse cenário, provando que um ecossistema colaborativo pode gerar benefícios concretos para todos os envolvidos. A partir dessa base, surge um convite para repensar nossa relação com o dinheiro e resgatar o protagonismo do usuário no controle de suas finanças.
A jornada começou com o Open Banking, que introduziu o conceito de compartilhamento de informações bancárias de forma padronizada e segura. Em abril de 2023, avançamos para o Open Finance, incorporando dados sobre investimentos, seguros, câmbio e previdência, consolidando o que hoje chamamos de evolução natural do Open Banking.
Essa expansão para o “Open Everything” foi marcada por uma governança robusta, liderada por Ana Carla Abrão e apoiada por uma associação criada em dezembro de 2024. Desde então, as instituições participantes têm dedicado centenas de horas em grupos de trabalho para fortalecer padrões e zelar pela segurança e transparência incomparáveis que este modelo exige.
Os números não mentem: o Brasil ultrapassou 800 instituições conectadas, 65 milhões de contas e alcançou picos de 2,3 bilhões de comunicações bem-sucedidas por semana. Quando comparamos com outros mercados, tornamo-nos referência mundial, superando até mesmo o Reino Unido em diversos indicadores.
Esse desempenho faz do Brasil um líder incontestável, provando que é possível construir um ecosistema financeiro verdadeiramente colaborativo onde bancos, fintechs e usuários caminham juntos rumo ao futuro.
O processo de inovação não para. Em 2025, algumas frentes ganham força e apontam para um horizonte ainda mais promissor:
Essas tendências ampliam o alcance do Open Finance, oferecendo às instituições a oportunidade de explorar novos modelos de negócio e entregar valor real ao cliente.
O momento é ideal para quem deseja inovar e se destacar no mercado:
Além disso, os consumidores têm à disposição ferramentas que facilitam o dia a dia, permitindo que consultem saldos, façam pagamentos e gerenciem investimentos sem sair de um único ambiente digital.
Pix Automático: disponível desde junho de 2025, essa funcionalidade substitui boletos bancários e automatiza cobranças recorrentes com um único consentimento do usuário.
Visão Integrada de Contas: com apenas alguns cliques, é possível visualizar saldos e transações de múltiplas instituições em uma tela unificada.
Portabilidade de Crédito: programada para fevereiro de 2026, vai permitir a transferência de empréstimos e financiamentos entre bancos, ampliando a competitividade e beneficiando o consumidor com melhores taxas.
Apesar dos avanços, existem obstáculos a serem vencidos. A taxa de conversão atual varia entre 50% e 60%, distante dos 99,5% observados em transações com cartões. A adoção por pessoas jurídicas ainda é tímida, com menos de 4% de empresas conectadas ao ecossistema.
Para superar esses desafios, é fundamental investir em: governança eficiente e cultura baseada em dados, otimização de processos de integração e campanhas de educação para mostrar os benefícios reais do Open Finance.
Se você representa uma instituição financeira, considere:
Como consumidor, você pode:
Explorar aplicativos que oferecem visão unificada de finanças, consentir o compartilhamento de dados de forma segura e escolher serviços alinhados ao seu perfil, garantindo maior personalização e controle.
O Open Banking não é apenas uma tendência: é uma oportunidade histórica de repensar o sistema financeiro em prol da liberdade, da eficiência e da inovação. Ao abraçar esse movimento, construímos juntos uma realidade onde cada decisão financeira é mais consciente, transparente e empoderadora.
Referências