A tokenização de ativos é mais do que uma tendência: é uma revolução que redefine a forma como o mercado financeiro opera. No Brasil, esse movimento ganha força e inspira investidores, empreendedores e reguladores a construir um futuro mais acessível e eficiente.
Em 2025, o mercado brasileiro deixou a fase experimental e entrou em rota de escala. Esse salto se deve ao momento de convergência entre tecnologia avançada, regulação estruturada e adoção institucional responsável.
Dados recentes revelam que o país ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em ativos tokenizados, consolidando-se como um dos polos mais promissores da América Latina. Esse volume é fruto do esforço de cerca de 30 plataformas que oferecem soluções capazes de democratizar o acesso a investimentos antes reservados a grandes instituições.
Essa evolução tecnológica pode ser comparada à migração do pregão viva-voz para o sistema eletrônico: uma mudança profunda que levou décadas para se consolidar. Hoje, a combinação de regulação clara, engajamento institucional e inovação tecnológica impulsiona a tokenização em ritmo acelerado.
Instituições financeiras e fundos de venture capital já enxergam nessa fronteira uma oportunidade para diversificar carteiras, reduzir custos operacionais e aumentar a liquidez de ativos antes ilíquidos.
Os benefícios da tokenização são tangíveis e transformadores. Entre eles:
O ambiente regulatório brasileiro tem acompanhado de perto esse avanço. A Resolução CVM nº 88, criada inicialmente para crowdfunding, tornou-se o principal marco para emissões tokenizadas, estabelecendo um teto de captação de R$ 15 milhões.
Além disso, a Lei das Criptomoedas trouxe clara definição de prestadores de serviços, e o Banco Central avança na regulamentação de VASPs, com resoluções em vigor a partir de fevereiro de 2026.
O sandbox regulatório da CVM permitiu testes controlados de modelo de negócios inovadores, acelerando o entendimento prático e a adoção em larga escala.
Apesar do avanço, alguns entraves precisam ser superados para consolidar o mercado de tokenização no Brasil:
O mercado, que em anos anteriores focava no arcabouço legal, hoje concentra esforços em educar investidores e instituições, fomentando a cultura digital e promovendo workshops, cursos e parcerias acadêmicas.
O Brasil tem todos os ingredientes para se tornar referência global em tokenização de ativos. A integração entre o real digital (Drex) e stablecoins, aliada ao interesse crescente de instituições financeiras, projeta um ecossistema robusto e inovador.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, destacou o potencial brasileiro para liderar esse movimento, lembrando que a tecnologia blockchain pode redefinir não apenas o mercado de capitais, mas também setores como agronegócio, imobiliário e infraestrutura.
Para empreendedores e gestores, o convite é claro: explorem a tokenização com responsabilidade, busquem parcerias estratégicas, invistam em segurança e compliance. Essa é a hora de moldar o futuro financeiro do país, garantindo acesso a investimentos antes restritos e promovendo inclusão econômica.
À medida que reguladores atualizam normas e empresas aperfeiçoam soluções, surge um ecossistema mais dinâmico e resiliente. A tokenização oferece uma ponte entre o tradicional e o digital, abrindo portas para um mercado mais justo, transparente e participativo.
O futuro das fintechs brasileiras passa pela inovação em blockchain e tokenização. Aproveite esse momento de revolução para transformar desafios em oportunidades, construindo um legado de progresso e crescimento sustentável para todos os participantes do mercado.
Referências